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Hub da Reforma Tributária

O tributário deixou de ser um custo a controlar. Virou uma decisão de negócio.

A maior mudança tributária em quarenta anos já começou: não em 2027, não em 2033, já. PIS, Cofins, ICMS e ISS dão lugar a um IVA dual (CBS federal + IBS estadual e municipal) e a um Imposto Seletivo. 2026 não é um ano de espera: é o único ensaio geral que existe.

A maior carga tributária da história do país.

Nenhuma empresa quebra por causa de um imposto. Empresas quebram por causa do que não conseguiram acompanhar, interpretar e provar.

32,4%

do PIB em 2025, recorde da série histórica. Com FGTS e Sistema S, sobe a 34,35%.

Fonte: Tesouro Nacional, prévia 2025
517 mil

normas tributárias editadas no Brasil desde a Constituição de 1988, 2 novas por hora útil.

Fonte: IBPT
74,8%

do PIB em disputa tributária, R$ 5,69 trilhões, somando as esferas administrativa e judicial.

Fonte: Observatório do Contencioso Tributário, Insper
16 anos

é a duração média de um processo tributário federal no Brasil, onde convivem 92 tributos diferentes.

Fonte: CAEFT/ACSP, 2025

Cada ano da transição tem um custo diferente para quem chega atrasado.

2026

Fase de teste. CBS a 0,9% e IBS a 0,1%, compensados com PIS e Cofins. Notas fiscais já destacam os novos tributos.

2027

CBS na alíquota cheia (~8,8%). Extinção de PIS e Cofins. Split payment obrigatório. Imposto Seletivo entra em cena.

2029

Substituição progressiva de ICMS e ISS pelo IBS, ~10% ao ano. O Comitê Gestor centraliza arrecadação e partilha.

2033

Sistema novo integralmente em vigor. IVA dual com alíquota padrão estimada entre 26,5% e 28%.

2078

Fim da transição federativa de distribuição de receitas. Decisões tomadas agora repercutem por décadas.

Fontes: EC 132/2023, LC 214/2025 e LC 227/2026. Receita Federal e Comitê Gestor do IBS.

O mercado sabe que a Reforma chegou. E mesmo assim não se mexeu.

Esse é o dado mais importante deste hub: ele desenha a janela de vantagem de quem age agora.

72%

das empresas de médio e grande porte não estavam preparadas para as primeiras obrigações práticas.

33,2%

sequer discutiram internamente os impactos da Reforma.

28,1%

é a fatia que tem um plano estruturado de adaptação. Só isso.

~200

novos campos entraram nos layouts de NF-e e NFC-e para CBS, IBS e IS.

Fontes: levantamento V360 com 355 empresas, nov/2025. Receita Federal, notas técnicas de layout de documentos fiscais.
Risco operacional

Quem não emite e não recebe nota no layout novo trava faturamento e pagamento a fornecedor. O problema deixa de ser tributário e vira de caixa.

Risco de caixa

Com o split payment, o valor do imposto não passa mais pela conta da empresa. Capital de giro que existia no mês simplesmente deixa de existir.

E do lado público, a régua é ainda mais dura.

O que muda

ICMS e ISS cedem lugar ao IBS a partir de 2029, ~10% ao ano. A lógica sai da origem e vai para o destino, redesenhando a receita de cada cidade.

O que está em jogo

Municípios muito dependentes de poucas empresas podem perder parte relevante da arrecadação, por isso a transição federativa se estende por décadas.

O que fazer em 2026

Fortalecer IPTU e ITBI, que seguem 100% municipais. Qualificar cadastro, NFS-e, dívida ativa e transação tributária.

O Brasil não tem falta de imposto. Tem falta de tradução.

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