O Copom decidiu, na última quarta-feira (16), pela redução da Selic em 0,25 ponto percentual. De 14% para 13,75% ao ano, a batida do martelo ecoou de um sim unânime. Foi o quinto corte consecutivo e ficou alinhado com a expectativa de 75 das 78 casas consultadas pelo Projeções Broadcast.
Sem surpresas inovadoras até o momento. E aquilo que já estava previsto pouco muda a decisão de quem está na gestão de uma empresa.
Entre o que sabemos e aquilo que ainda é um mistério para o mercado, uma certeza é imperativa: seu planejamento de caixa não pode depender disso.
Depois de tentativas de previsão de algumas casas, o que o Copom afirmou é que o tamanho total do ciclo de cortes será definido à luz de novas informações. Sem uma sinalização clara, contamos com a única certeza de que o balanço de riscos vai seguir o viés de alta.
Para a MB Associados e a C6 Bank, a Selic fica parada nos 13,75% até dezembro, quando pode tomar novos nortes a partir do que acontecer nas definições eleitorais e fiscais.
O ASS prevê cortes novos, com mais um declínio de 0,25 até o último mês de 2026. A Polo Capital entende essa possibilidade um pouco antes, em novembro.
A despeito das divergências, o Boletim Focus desta segunda-feira (21) já mostra movimentos do mercado. A mediana para a Selic no fim deste ano recuou para 13,50%, fechando seis semanas intacta. Para o ano que vem, seguem esperando a projeção em 12%.
E a falta de nitidez do cenário fica ainda mais fosca com as eleições de outubro, o desfecho fiscal e o ambiente externo interagindo nos próximos dias. O que se consegue ver, mesmo de longe, é a tendência clara de bancos centrais a subida de juros.
O que observamos é uma pequena diferença em cenários, em termos práticos, caminhando lado a lado com uma grande previsibilidade.
Uma boa perspectiva, já que seu planejamento de caixa não pode depender de acertar a próxima decisão do Copom. Há sim, decisões que você pode tomar desde já.
Desde testar um plano de caixa para dois cenários de crédito diferentes, não condicionar investimentos a um corte imaginário e revisar as decisões a cada reunião. Sem esperar um passo do BC para sair do lugar.
“Cada real de crédito tributário recuperado é um real que não precisa ser tomado emprestado a juros altos”.
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