O Copom acaba de cortar a Selic pela quarta vez seguida. A nova taxa inaugura os 14% ao ano. O mercado esperava, o Banco Central entregou. Mas aqui está o que não sai nos noticiários: juro mais baixo não é seu sinal verde para gastar mais.
Porém, para quem entende o significado e o poder de estratégia, caminhos abertos. O que não se pode esquecer é que a euforia já foi o início do fim de muitas empresas. Por isso, para não ser um dos que "queimam largada" nem dos que veem as oportunidades se tornarem eternos "e se…", vamos conversar hoje.
A primeira coisa que precisa ser incorporada à sua mentalidade é que o fato da Selic registrar queda no papel não significa reflexo instantâneo no balcão do banco. Vai ter delay, uma fila. E o Banco Central já avisou sobre isso, nos deixando cientes de que a inflação ainda não é um caso superado. Inclusive, a leitura é de que os riscos inflacionários permaneçam mais elevados do que o usual. Por isso, reforço: cautela. Se você já estava com planos de pegar créditos, chamo atenção para o que está nas entrelinhas desse capítulo da nossa novela fiscal (a antecipação está para empresários de alta performance assim como a leitura do roteiro está para o protagonista).
E, para o próximo mês, a projeção de novos cortes acrescenta mais uma nota no rodapé, deixando o dilema de renegociar dívidas agora ou esperar por um cenário ainda mais favorável.
O que aconselho? Não tomar decisões sem olhar, olho no olho, para o seu fluxo de caixa. Se o seu custo de capital atual sufoca sua operação, renegociar é questão de sobrevivência. Agora, para quem tem fôlego, paciência é a palavra de ouro pensando no longo prazo.
Finalizando, entenda que ter acesso a juros menores é como uma caneta nas suas mãos. O que define o sucesso do seu negócio depende mais do que você decide escrever do que ter ela disponível. Esse ciclo de quedas da Selic é a janela de oportunidade para revisar, editar custos e ajustar o enredo para a prosperidade.
E aí? Sua empresa está preparada para aproveitar o ciclo de queda ou a urgência do momento é colocar as demandas antigas em dia?
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